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Política

Palanques presidenciais no Ceará têm histórico de rejeição, divisão e apagamento

O PontoPoder relembra as alianças entre candidaturas nacionais e estaduais nos últimos 20 anos no Ceará.

Redação CEAZ 03/06/2026
Palanques presidenciais no Ceará têm histórico de rejeição, divisão e apagamento
A definição das pré-candidaturas ao Governo do Ceará começa a dar forma aos palanques que vão recepcionar pré-candidatos à Presidência da República no Estado. Não é um cálculo simples. Ter representatividade local não garante palanque ao nome nacional do partido. Nas últimas duas décadas, houve candidatos ao Governo que rejeitaram o presidenciável da própria legenda ou tentaram evitar se associar ao presidenciável de partidos aliados. Há também quem tenha passado despercebido na estratégia local. 
Para a campanha eleitoral de 2026, o governador Elmano de Freitas (PT), pré-candidato à reeleição, deve repetir a dobradinha da eleição de 2022 com o presidente Lula — no evento que oficializou o nome de Elmano para a disputa pelo Governo do Ceará, já constava o slogan: "Lula e Elmano, juntos pelo Ceará e pelo Brasil". A relação dos demais palanques estaduais com a campanha nacional, no entanto, não está tão bem definida. 

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), lançado pré-candidato ao Palácio da Abolição por uma frente ampla que envolve União Progressistas e PL, tem pelo menos dois presidenciáveis dentro da aliança — apesar de ter dito que não irá "se distrair com isso" quando perguntado sobre uma possível parceria com Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência pelo PL.

O PSDB também aprovou o nome de Aécio Neves como pré-candidato à presidência, apesar do deputado federal ainda não ter confirmado que irá concorrer.

Existe ainda indicativos de que pré-candidatos à presidência por partidos que são aliados do PT no Ceará podem acabar tentando se aliar a Ciro. É o caso de Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, que disse que quer "buscar cada vez mais o entendimento" com o tucano. "Imagina o Ciro governador e o Caiado presidente", disse em entrevista ao O Povo.

Por outro lado, o senador Eduardo Girão (Novo), apesar de reforçar o apoio a Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, na corrida presidencial, ainda tem disputado o apoio de lideranças do PL, principalmente nacionais — como é o caso da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O desenho de 2026 não é novidade em comparação com os arranjos de anos anteriores. A oposição à direita no Ceará tem dificuldade em dar fôlego a campanhas nacionais diante do desempenho da esquerda no Estado. Do outro lado, a estratégia de frente ampla das campanhas governistas acumula episódios em que foi necessário se dividir entre nomes e apagar campanhas de partidos menos hegemônicos. Ainda assim, especialistas apontam "particularidades" para o cenário deste ano.  fonte Diário do Nordeste :