Genial/Quaest: Flávio Bolsonaro tem 34% das intenções de voto em São Paulo, e Lula, 30%, no 1º turno
Candidato à reeleição, petista é rejeitado por 61% dos paulistas; em um eventual segundo turno, presidente aparece em empate técnico contra Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) Entre os eleitores de São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 34% das intenções de voto no primeiro turno das eleições para a Presidência da República, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. Ele está à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que marca 30%, em segundo lugar. Em um eventual segundo turno contra o petista, Flávio lidera com 40% das intenções de voto, enquanto Lula marca 35%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 27 de julho, por meio de entrevistas presenciais com 1.650 eleitores de 16 anos ou mais em São Paulo. O levantamento está registrado sob os números BR-09998/2026 e SP-04846/2026, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Presidência - 1° Turno - São Paulo:
Flávio Bolsonaro (PL): 34%
Lula (PT): 30%
Renan Santos (Missão): 3%
Romeu Zema (Novo): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Augusto Cury (Avante): 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
Samara Martins (UP): 1%
Edmilson Costa (PCB): 0%
Leonardo Avalanche (PRTB): 0%
Indecisos: 10%
Branco/Nulo/Não vai votar: 13%
Para 57% dos paulistas, a escolha do voto já é definitiva, enquanto 42% afirmam que ainda podem mudar. Questionados se Lula merece se reeleger, 64% dos eleitores rechaçam tal possibilidade, contra 33% que afirmam que o petista é merecedor de um quarto mandato.
Segundo turno
Apesar de estar atrás de Flávio, o presidente Lula aparece numericamente à frente dos outros principais candidatos testados nesta rodada. Contra os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), no entanto, a vantagem não supera a margem de erro.
Lula x Flávio (2° Turno):
Lula (PT): 35%
Flávio Bolsonaro (PL): 40%
Indecisos: 7%
Brancos/Nulos/Não vai votar: 18%
Lula x Caiado (2° Turno):
Lula (PT): 35%
Ronaldo Caiado (PSD): 34%
Indecisos: 9%
Brancos/Nulos/Não vai votar: 22%
Lula x Zema (2° Turno):
Lula (PT): 35%
Romeu Zema (Novo): 33%
Indecisos: 9%
Brancos/Nulos/Não vai votar: 23%
Lula x Renan Santos (2° Turno):
Lula (PT): 36%
Renan Santos (Missão): 30%
Indecisos: 9%
Brancos/Nulos/Não vai votar: 25%
A rejeição a Lula em São Paulo é de 61%, enquanto a de Flávio chega a 55%. No levantamento anterior, divulgado em abril, a rejeição do senador era de 53%, contra 63% do petista.
O levantamento também aponta que a aprovação do governo Lula no estado é de 36%, ante 58% de desaprovação. Para 48%, o trabalho da atual gestão é negativo — 26% o consideram positivo e 25% avaliam ser regular.
São Paulo deve ocupar papel central na campanha. O estado, que reúne cerca de um quinto do eleitorado nacional, é considerado estratégico tanto pelo PT quanto pelo PL. A expectativa é que os candidatos intensifiquem agendas na capital e no interior nos próximos meses, em meio às negociações para consolidar palanques regionais.
Qual o melhor resultado para o Brasil?
Lula e o PT vencerem: 25%
A vitória de um candidato fora da polarização: 20%
A família Bolsonaro voltar a governar: 26%
A vitória de um candidato moderado: 21%
Não sabem: 8%
Tensão internacional
Postulantes ao Planalto, Caiado e Flávio realizaram suas convenções partidárias em São Paulo no último fim de semana. O principal destaque ficou para o evento do PL, que contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei.
O mandatário de direita realizou um discurso afirmando que a América do Sul vive uma nova onda conservadora e que o Brasil "voltará a se juntar ao bloco dos países da liberdade" caso Flávio seja eleito. Durante o discurso, Milei também voltou a atacar o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após ter visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro negado pelo ministro, Milei disse que Moraes é um "lixo". Ele também voltou a chamar Lula de presidiário e reclamar da sua política fiscal. Em resposta, Alexandre classificou a fala como "incompatível com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados" enquanto Lula minimizou: “Quem é esse”, questionou ao ser perguntado sobre o argentino.
A presença do argentino faz parte da estratégia da campanha de Flávio de demonstrar força internacional ao associar Flávio ao eixo político formado por líderes da direita mundial, como Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Fonte O GLOBO